"Não haverá guerra. A nação iraniana escolheu o caminho da resistência", declarou Khamenei, citado pela TV estatal iraniana.
"Nós não buscamos uma guerra, e eles também não", acrescentou, insistindo que os norte-americanos estão bem cientes de que um confronto militar com o Irã "não é do interesse deles".
O líder supremo também disse que Teerã não se envolverá em nenhuma negociação sobre a assinatura de um novo acordo nuclear com Washington.
"Tais negociações são um veneno", avaliou Khamenei.
Um ano atrás, o presidente estadunidense Donald Trump retirou unilateralmente os EUA do marco do acordo nuclear de 2015 com o Irã, deixando os outros signatários da Rússia, China e Europa em choque.
O acordo viu Teerã restringir sua polêmica capacidade de enriquecimento de urânio, que poderia potencialmente tê-lo visto desenvolvendo uma bomba nuclear, em troca do levantamento de sanções contra o país.
Mas o presidente dos EUA o chamou de "o pior negócio de todos os tempos" e insistiu que um novo acordo, que também incluiria o programa de mísseis balísticos de Teerã, deveria ser assinado.
Desde então, Trump usava todos os meios para forçar o Irã a sentar-se atrás da mesa de negociações, aumentando a pressão sobre as sanções ao país, com as exportações de petróleo sendo o principal alvo.
Os EUA recentemente enviaram um grupo de porta-aviões perto da costa iraniana e enviaram bombardeiros B-52 em patrulha no golfo Pérsico. No entanto, o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, assegurou que a movimentação não foi uma preparação para a guerra com Teerã.
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